Compreendendo as fobias em profundidade
As fobias se diferenciam dos medos pelo fato de o medo ser uma resposta a uma causa conhecida e real, enquanto nas fobias, o medo e a ansiedade são desproporcionais em relação à situação, ao objeto ou lugar que os desencadearam.
É normal uma pessoa sentir medo de ser assaltada numa rua deserta e escura, de sentir medo ao ver um cão feroz vindo em sua direção, ou de enfrentar uma tempestade e outras situações sabidamente temidas pelo homem.
Já quando se trata das fobias, o medo e a ansiedade são desproporcionais em relação à situação, ao objeto ou lugar que desencadearam tais medos.
A fobia pode vir a se tornar crônica e limitar o comportamento da pessoa.
Critérios de Classificação da Associação Norte-Americana DSM-IV para fobias:
Alguns exemplos de fobias específicas:
O tratamento indicado é a psicoterapia, associada com técnicas de dessensibilização e de exposição gradativa às situações e objetos temidos. A cada exposição, o paciente receberá orientação de técnicas de respiração e relaxamento para controlar sintomas físicos, ansiedade e insegurança.
As crianças apresentam, em determinadas fases de seu desenvolvimento, algumas fobias. Elas ocorrem com frequência no desenvolvimento normal da criança e desaparecem espontaneamente com o tempo.
Exemplos de algumas fobias infantis:
Com o crescimento da criança, caso as fobias permaneçam ou se intensifiquem, os pais ou responsáveis devem procurar a ajuda de um Psicólogo Infantil, para que possa ser avaliado e compreendido o que está se passando com a criança.
As fobias infantis, quando permanecem, podem trazer prejuízos à criança e à sua vida futura.
A fobia escolar está destacada como item à parte pela importância do atendimento e acompanhamento da criança.
Na hora de ir para a escola, a criança entra em verdadeiro desespero, fica em estado de pânico, chora, se joga no chão, bate com a cabeça na parede, grita, joga objetos, chuta a babá, a mãe e apresenta outras tantas atitudes que põem pais, avós, babás e responsáveis em verdadeiro desespero também.
O que é muito provável é que esta criança tenha medo de deixar a sua casa, pelo medo de que, quando voltar da escola, possa não encontrar mais a sua mãe.
Esta criança pode apresentar, além da insegurança, insônia, pesadelos, perda de apetite, diarreia, vômitos, baixa concentração na escola e nos estudos, afastamento dos colegas e das brincadeiras.
O que fazer? Como agir nesta situação?
A fobia escolar necessita de tratamento o mais breve possível, para que possa ser restabelecida, o quanto antes, a vida normal da criança e sua rotina.
Está indicada a psicoterapia e, dependendo da gravidade do problema, tratamento com medicações prescritas pelo Psiquiatra Infantil.
Também se faz necessário o acompanhamento e orientação dos pais, para que saibam como melhor se conduzirem dentro da situação.
A fobia escolar não deve ser confundida com evitação escolar. É importante esclarecer que algumas crianças podem manipular seus pais ou responsáveis com a intenção de prosseguirem brincando em casa. Querem jogar no computador, ficar na internet, ficar na cama mais um pouco, porque dá aquela preguiça.
Assim, muitas vezes criam situações estressantes para evitar fazer o que não querem.
Nestes casos, se a imposição de limites para a criança tem sido muito difícil, um Psicoterapeuta poderá orientar e auxiliar estes pais na reorganização de uma rotina saudável para todos.
Quando falamos de fobias, estamos falando também de angústia e de ansiedade.
De acordo com a Psicanálise, todas as fobias apresentam um fator comum, que é a regressão à infância. A necessidade de retornar a uma fase em que havia proteção, em que a criança não era deixada sozinha.
É provável que o medo e a insegurança que surgem tanto na infância como na idade adulta se liguem às sensações de desamparo e provoquem um deslocamento dos medos, das apreensões e das inseguranças para, por exemplo: ruas, animais, elevadores, altura, avião, carro, escuridão etc.
A necessidade da pessoa fóbica buscar uma figura de proteção, nas mais variadas circunstâncias, para acompanhá-la — seja por exemplo mãe, pai, esposa, marido, acompanhante ou amigo — sugere proteção e traz alívio ao fóbico, que naquele determinado momento ou situação não está conseguindo controlar seus impulsos.
A fobia social, além de trazer um sofrimento imenso à pessoa, também acaba inviabilizando muitos projetos de vida.
Consiste fundamentalmente no medo da avaliação negativa de outras pessoas. Por exemplo:
A fobia social traz muitos prejuízos para a pessoa, tanto prejuízos profissionais e acadêmicos quanto relacionais. A pessoa entra num estado de evitação constante, rejeitando festas, dar palestras, evitando dar suas opiniões no trabalho e, consequentemente, também perdendo muitas oportunidades na vida profissional e social.
Quando se vê obrigada a enfrentar uma das situações temidas, pode ter seus batimentos cardíacos aumentados, queimação no estômago, começar a suar muito, ficar paralisada, ficar sem voz, ruborizar-se, gaguejar; ou seja, um sofrimento intenso que deixa a pessoa se sentindo cada vez mais desvalorizada, insegura e com sua autoestima cada vez mais prejudicada.
Existe uma associação entre Depressão e Fobia Social, logo o tratamento deverá incidir nos aspectos tanto depressivos quanto fóbicos.
Está indicada a psicoterapia, que tratará os processos depressivos do paciente, focando sua baixa autoestima, complexos e sentimentos de inferioridade e desvalorização, objetivando restaurar sentimentos mais apropriados e positivos.
Também trabalhará com os aspectos fóbicos conjuntamente com o processo de análise, para que o paciente alcance uma maior compreensão de si mesmo e do desenvolvimento de sua fobia.
São desenvolvidas com o paciente técnicas de exposição gradativa às situações fóbicas e treinamento de habilidades sociais.
"Ninguém gosta de mim". "Ninguém se interessa por mim". "Ninguém me ouve". São frases que fazem parte da vida da pessoa que se sente rejeitada.
Sentimentos de frustração, de inferioridade, de insatisfação, de incapacidade, queixas com relação à família, às pessoas e ao mundo que a rodeia.
Medo intenso de dividir com outras pessoas seus sentimentos e suas emoções, pois interpreta tudo à sua volta como desvalorização e rejeição. Avalia determinada situação de forma negativa e se retira rapidamente sem procurar saber o que "realmente" houve.
Dessa forma, vive num mundo imaginário em que acredita mais nos seus temores e pensamentos pré-estabelecidos sobre as pessoas do que sobre o que realmente acontece. Não consegue ouvir as outras pessoas, pois seus pensamentos estão contaminados por sentimentos de autodesvalorização.
Não ouve quando alguém lhe faz algum elogio, quando alguém lhe demonstra afeto e, mesmo que ouça, não acredita no que estão falando, pois não acredita em si mesma.
O medo da rejeição pode conduzir a pessoa ao isolamento — ou ao contrário, aceitar conviver com qualquer pessoa para não ficar só — e à evitação: fuga de determinadas situações para não correr o risco de ser criticada, julgada, avaliada e rejeitada.
Estabelece muitas vezes relacionamentos superficiais, evitando assim formar vínculos e sofrer, ou se envolve com tal intensidade numa relação que projeta no outro suas necessidades, se anulando e se destruindo.
Através da Análise, constata-se que sentimentos reais ou imaginários de abandono ou de rejeição na infância estão presentes. O sentimento de não ser amada pelos pais provoca na criança o desamor por si mesma e, na vida adulta, não consegue dar e receber amor.
A pessoa vai se tornando externamente rígida, endurecida e defensiva, e internamente encontra-se enfraquecida, desprotegida e carente de amor e afeto.
Se você ou alguém que você conhece está enfrentando sintomas relacionados a fobias, entre em contato para agendar uma consulta. Estou aqui para ajudar no seu processo de recuperação.
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