Estresse Pós-Traumático

Após um evento grave como acidente, assalto, sequestro, estupro, violência ou mortes, é produzido um quadro de ansiedade intensa, podendo levar a um quadro depressivo.

O Que é Trauma?

Trauma é uma situação em que o equilíbrio do organismo é rompido por um estímulo externo de alta intensidade. Ocorre primeiro a descarga da excitação fisiológica e emocional, até a volta ao estado anterior.

Situações traumáticas incluem: sequestro, estupro, acidentes com mortes, vítimas de acidentes aéreos, inundações, terremotos, incêndios, abusos, assalto seguido de violência, testemunhas de assassinatos.

A violência urbana, o reflexo dos problemas sociais e econômicos, acidentes graves e catástrofes naturais são situações que têm levado ao aumento do número de casos de Estresse Pós-Traumático.

Experiências traumáticas em que a pessoa não tem como reagir, não pode fugir, levam ao desenvolvimento de uma expectativa ansiosa, que pode ser bastante grave. Quanto mais imprevisível for um evento, mais traumático ele será.

A reação das pessoas com relação a uma situação traumática vai depender de vários fatores, pois algumas desenvolverão o Estresse Pós-Traumático e outras não, vivendo exatamente a mesma situação ou semelhante. Algumas ainda responderão à situação com uma Reação Aguda ao Estresse.

A Reação Aguda ao Estresse é uma reação intensa de ansiedade, que ocorrerá logo após o evento traumático (dentro do período de 4 semanas) e pode durar de dois dias a quatro semanas.

O Estresse Pós-Traumático deve ser bem diagnosticado, pois pode ocorrer dentro de um período de até 5 meses após o evento traumático e poderá ter uma duração longa.

Fatores que podem precipitar o Estresse Pós-Traumático:

  • Fatores constitucionais: uma certa vulnerabilidade ou suscetibilidade maior às situações intensas e traumáticas
  • As experiências de vida da pessoa
  • As condições atuais de vida da pessoa
  • Idade
  • Sexo
  • Classe social

Sintomas

Sintomas que podem se desenvolver após um evento traumático:

  • O Ego fica bloqueado, a racionalidade prejudicada, podendo ocorrer desmaios
  • Algumas das funções do Ego também são prejudicadas; uma delas é a função sexual, com a diminuição da libido e impotência temporária
  • Sentimentos de desamparo e de dependência passiva
  • Entorpecimento, apatia e imobilização com relação à realidade que cerca a pessoa
  • Ataques de ansiedade, de raiva, até ataques convulsivos. A ansiedade e a raiva que se manifestam são bem justificáveis, pois no momento traumático não puderam ser descarregadas. A pessoa pode ficar muito inquieta, agitada, gritar, chorar e ter crises histéricas
  • Insônia, distúrbios do sono, sonhos e pesadelos em que se repete a situação traumática vivida. O sono pressupõe um estado de relaxamento, o que não ocorre após a vivência de uma situação traumática. Os sonhos de repetição são importantes aliados na redução das tensões internas, pois permitem o sono e, com a repetição, aos poucos a pessoa vai recuperando o controle e lidando melhor com a situação
  • Repetição durante o dia da situação traumática vivida, seja através de imagens, pensamentos, sentimentos e fantasias — a chamada ruminação obsessiva. É a forma que a pessoa encontra para tentar lidar de formas diferentes a cada repetição, buscando processar e integrar a situação traumática ao controle do Ego

Complicações do Estresse Pós-Traumático

A capacidade de adaptação do Ego pode falhar e podem surgir:

  • Depressão: com diminuição da autoestima e descrença em tudo e em todos
  • Agorafobia: a pessoa passa a ter medo de sair de casa, de ir trabalhar, de andar sozinha, de lugares que se assemelhem ao local do evento traumático, entre outros
  • Transtorno do Pânico com Agorafobia: além dos medos de sair de casa, de se afastar muito de casa e de ficar sozinha, também ocorrem uma série de sensações físicas e emocionais, como tremores, agitação, sudorese, reações de sobressalto, insegurança e medos, principalmente de perder o controle
  • Abuso de substâncias: como tentativas de fugir das lembranças, das sensações e sentimentos ligados ao trauma
  • Surtos de raiva: raiva da situação, de si mesma e do mundo — "Por que isto aconteceu comigo?" "Por que não pude reagir?"

Tratamento

O objetivo do tratamento é conduzir o paciente à elaboração de seu trauma, para que ele possa lidar com a situação. Levá-lo à aceitação das repetições como possibilidade de modificação e de integração da situação traumática ao seu Ego.

O tratamento será acolhedor e, ao mesmo tempo, dinâmico, com o objetivo principal de readaptar o paciente à sua realidade anterior ao trauma sofrido.

São também utilizadas técnicas de respiração e de relaxamento, que ajudarão o paciente no controle de sua ansiedade e de seu corpo, facilitando também no processo de elaboração da situação traumática. Nos casos em que tenham se desencadeado processos depressivos e outros transtornos, em que fique de fato evidenciada a necessidade de medicações, o paciente terá tanto o atendimento psicoterápico como o acompanhamento do médico psiquiatra.

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