Compreendendo a depressão em profundidade
A depressão é o terreno sobre o qual se desenvolvem uma série de transtornos emocionais. É importante compreender que estar triste não significa necessariamente estar deprimido. A tristeza faz parte do universo das emoções humanas e é uma resposta natural a perdas e dificuldades.
No entanto, quando observamos uma angústia que não passa, acompanhada de perda de interesses e desejos, falta de motivação para tarefas simples como levantar, sair de casa ou se vestir, alterações significativas no sono (dormir demais ou de menos), irritabilidade constante, choro frequente e cansaço extremo, estamos diante de um quadro depressivo que requer atenção e tratamento.
Dentre os muitos sintomas da depressão, podemos destacar:
A depressão atinge qualquer faixa etária, desde a infância até a terceira idade, e pode ser classificada como leve, moderada ou grave.
A depressão pode aparecer através de comportamento agitado, presença de ansiedade intensa, fobias, medo da escola ou de outras crianças, queda no desempenho escolar, desatenção, queixas somáticas como dores de cabeça e cólicas, além de retraimento e isolamento social.
Pode manifestar-se através de comportamento antissocial ou inadequado, dificuldades escolares, agitação, agressividade, revolta e rebeldia exageradas, uso de drogas, inquietude e intolerância à frustração e rejeição.
No idoso, a depressão é identificada através de perda ou diminuição da memória, confusão, apatia, amargura, cansaço extremo e pseudo-demência (que não é demência verdadeira e responde ao tratamento adequado).
É a depressão que aparece como resposta ao estresse e situações de vida difíceis, como separações, divórcio, desemprego, perda financeira, luto, gravidez complicada, mudanças de país ou estilo de vida, e problemas familiares.
Ocorre nos períodos de outono e inverno, pela redução do nível de luz natural. Está relacionada ao metabolismo anormal da melatonina (hormônio do sono). A exposição à luz forte pode ajudar no tratamento.
É constitucional e provavelmente hereditária. O que a torna mais intrigante é não existirem 'motivos' aparentes para estar deprimido. Não há causas externas identificáveis que justifiquem o quadro depressivo.
Ocorre aproximadamente 30 dias após o parto. A mãe pode apresentar angústia intensa, rejeição ao bebê, muito medo e ansiedade, dificuldades em lidar com o recém-nascido, choro fácil e excesso de sono. Caso sejam detectados sinais de depressão anteriores à gravidez, a paciente deve receber atendimento psicológico durante toda a gestação e no pós-parto.
O luto não é depressão, mas um período natural de profunda tristeza após a perda de um ente querido. Os sentimentos temporários de esvaziamento e angústia são similares aos da depressão, mas tendem a se diluir com o tempo. O luto só se torna patológico se persistir por muito tempo ou se a pessoa apresentar histórico de episódios depressivos.
Atualmente, considera-se a depressão como tendo três frentes de origem:
A depressão é um terreno em que podem se desenvolver diversos transtornos, como Transtornos de Ansiedade, Síndrome do Pânico, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Fobias e Estresse Pós-Traumático.
Algumas doenças físicas podem desencadear ou agravar quadros depressivos:
É fundamental entender que a depressão não é uma escolha ou um estado emocional voluntário. Ela ocorre independentemente da vontade do indivíduo, instalando-se através de um comportamento retraído ou agressivo, perda de interesses, pensamentos negativistas, visão deturpada e negativa do mundo, com profunda tristeza e desamparo. Muitas vezes, há o desejo de desaparecer por não perceber saídas.
O tratamento depende do tipo e do nível de comprometimento emocional e social da depressão. A psicoterapia é indicada para o tratamento dos vários tipos de depressão e ansiedade associada.
Durante o processo terapêutico, são trabalhados conflitos não resolvidos que podem estar mantendo a depressão, sentimentos de perda, culpa, rejeição e inferioridade, processos agressivos inconscientes, perda da autoestima e todos os fatores internos e externos que mantêm o quadro depressivo.
A terapia pode ser individual ou incluir a família quando necessário. Após avaliação criteriosa, se houver necessidade em função da gravidade do quadro, a psicoterapia deve ser associada ao uso de medicamentos, indicados e orientados pelo médico psiquiatra.
Se você ou alguém que você conhece está enfrentando sintomas de depressão, entre em contato para agendar uma consulta. Estou aqui para ajudar no seu processo de recuperação.
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